A Lei do Leite Condensado: alguns de nós trabalham

Jair Bolsonaro, eleito presidente após um amaranhado de escândalos na ascenção de plataformas globais de tecnologia que se revelaram apenas peões a serviço do capitalismo de vigilância, onde dados privados foram desprotegidos deliberadamente para servir a campanhas esdrúxulas, e pouco se sabia sobre o envolvimento de Steve Bannon nas estratégias de oferta e procura e interesse político, com sua atuação na Cambridge Analytica ou na proposta sugerida de fazer um país pagar por um muro para ser concretamente excluído de sua participação social, histórico-cultural e geográfica, parece subestimar a profissão do jornalismo — mas também a do professor, do artista e de todos e todas que não compactuam com sua grande farsa fabricada desde a saída do PSDB dos holofotes, após a perda das eleições de 2014. Lembramos das manifestações em São Paulo, mas alguns fatores pesam mais, outros menos. Infelizmente, a mídia corporativa (Google, Facebook) se recusa a dar atenção às declarações do sujeito, mas imaginemos que algo venha à tona. O tom sério no Twitter é facilmente contrastado pelo restante da família e seu comportamento, discurso e transações financeiras. Por falar nelas, surgiu na web um extrato de compra de condimentos, que me recuso a incluir neste blog.

Aos educadores sérios do país, sugiro esse vídeo, com os especialistas em educação digital Mary Kalantzis e Bill Cope (University of Illinois). Com a exceção do modelo de debate numa plataforma exclusiva, são úteis e concretas as propostas para se pensar a educação de forma integral, ou seja, que trate o meme do leite condensado como um tipo de linguagem apta a ser estudada.

Aos jornalistas, peço atenção a esse vídeo, em que falo da minha visão. O resto já foi declarado, e é constantemente adaptado e/ou atualizado, entre farpas e migalhas.

Aos músicos, peço que deem atenção a essa composição original, que passa longe de fazer críticas ao governo. A música tem letra, faço questão de reforçar, e uma história — que os jornalistas, excuse my French, se deleitariam com a possibilidade de uma entrevista com uma personalidade qualquer, que não a fonte.

Quando escrevi meu projeto de mestrado, o limite de 20 páginas e os poucos recursos me impediram de citar muitas fontes e contextualizar de forma adequada o que era proposto no DLM da FFLCH/USP. Existe uma plataforma chamada Lattes, onde toda a produção e participação acadêmica e editorial é compilada. É só procurar. As linhas de pesquisa estão no site.

Mas para não perder o bom-humor, fiquem com essa imagem, e tenham um bom dia.

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